A cadeira de jantar é, provavelmente, a peça de mobiliário sobre a qual menos se pensa antes de comprar. Mas é também aquela com que mais se convive. É onde se começa e termina o dia, onde as refeições se prolongam em conversa, onde os convidados ficam mais tempo do que o previsto. E ainda assim, muitas vezes é escolhida à pressa, como se fosse apenas um detalhe. Mas não o é.
Uma boa cadeira de jantar define o tom de toda a sala. Influencia a forma como o espaço é sentido, como as refeições decorrem, como os outros percebem o cuidado que se tem com o ambiente em que se vive. Partilhamos algumas dicas essenciais para o ajudar a escolher uma cadeira de jantar com a atenção que merece.
Começar pela sala, não pela cadeira
Antes de pensar em modelos, é preciso perceber o espaço. Uma cadeira que funciona numa sala ampla com teto alto pode parecer pesada demais numa sala mais contida, e o inverso também acontece. O ponto de partida é sempre o contexto.
A escala e proporção são o primeiro filtro. Uma mesa de jantar robusta pede cadeiras com presença. Uma mesa mais leve, de linhas finas, equilibra-se melhor com cadeiras de silhueta discreta. O que não funciona é o desequilíbrio: peças que competem entre si em vez de se completarem. A paleta de cores e materiais já existente na sala também importa. Não é necessário que tudo combine, porque essa uniformidade pode tornar o espaço monótono. Mas é preciso que haja diálogo.
Cadeira Verona | Mesa de jantar Medina
Conforto: o critério que mais se subestima
Há uma tendência para escolher cadeiras de jantar apenas pela aparência. O problema é que nem sempre a aparência é sinónimo de conforto e, muitas vezes, só nos apercebemos do desconforto precisamente nos momentos que mais importam: nas refeições longas, nos jantares com amigos, nas noites em que a mesa se transforma em lugar de conversa.
O conforto de uma cadeira de jantar depende de vários fatores:
- Altura do assento em relação à mesa: O standard é entre 44 e 48 cm, mas deve ser verificado sempre. Uma cadeira demasiado baixa ou demasiado alta em relação à mesa cria desconforto mesmo que a cadeira em si seja bem construída.
- Ângulo e a profundidade do encosto: Um encosto demasiado vertical cansa as costas ao fim de algum tempo. Um encosto com uma ligeira inclinação para trás e que abraça os ombros faz uma diferença enorme na experiência de estar sentado durante uma hora ou mais.
- Profundidade do assento: Deve permitir sentar confortavelmente sem que os joelhos fiquem suspensos, mas também sem que a borda frontal pressione as pernas.
A cadeira Arizona, por exemplo, foi desenhada precisamente com foco neste equilíbrio. O encosto envolve de forma natural e o assento acolhe sem comprometer a postura. É uma das peças da nossa coleção onde o conforto foi o ponto de partida do desenho, não uma consequência dele.
Cadeira Arizona | Mesa de Jantar Ipsilon
Design e materiais: duas escolhas que se completam
Na escolha de uma cadeira de jantar, o design e o material raramente devem ser pensados em separado. Uma peça com carácter forte define o espaço; uma de linguagem mais contida integra-se sem se perder. Ambos os caminhos funcionam, desde que a escolha seja feita com intenção.
Os materiais seguem a mesma lógica. Tecido, couro, madeira ou metal têm cada um as suas qualidades e as suas exigências em termos de manutenção e durabilidade. O importante é que o material escolhido faça sentido com o uso real que a peça vai ter, e não apenas com a estética que se quer atingir.
A Fredd, de linhas contemporâneas e presença discreta, e a Verona, de forma mais generosa e imediata, são exemplos de como diferentes linguagens de design podem coexistir numa mesma coleção, cada uma com o seu lugar e o seu propósito.
Cadeira Fredd
Quantas cadeiras? E como dispor?
A regra prática é deixar entre 55 e 65 cm por pessoa à mesa. Este é o espaço suficiente para sentar confortavelmente sem que os cotovelos colidam. Numa mesa retangular de 200 cm, isso significa habitualmente seis cadeiras; numa de 240 cm, oito.
Há outro fator que raramente se considera: o espaço entre as cadeiras e as paredes ou outros móveis quando as cadeiras estão afastadas da mesa. O mínimo recomendado é 90 cm para circular confortavelmente. Em salas mais pequenas, vale a pena medir antes de decidir.
Cadeira Verona | Mesa de Jantar Mayon | Candeeiro de Suspensão Heracleum
A longo prazo, o design certo não envelhece
Uma cadeira de jantar bem escolhida não é substituída passados três anos. É uma peça que acompanha mudanças de casa, de gosto, de vida. Por isso, vale a pena pensar na durabilidade não apenas em termos de materiais, mas também de desenho: uma cadeira com uma linguagem atemporal continua a fazer sentido daqui a dez anos.
Na Tralhão, cada modelo foi pensado para ter carácter próprio sem depender de tendências. São peças que se escolhem com cuidado e que raramente se questionam depois. Descubra toda a nossa coleção aqui. Para mais informações contacte-nos via telefone para 239 506 400 ou por e-mail para